8 de setembro de 2026
Quase todo casal brasileiro trata o cartório como formalidade de última hora: resolve buffet, fotografia e vestido primeiro, e só depois pensa em "ir lá assinar o papel". O problema é que essa parte tem prazo legal — e ele não perdoa quem se planeja demais nem quem deixa pra última hora.
A maioria assume que é preciso fazer duas cerimônias — uma no cartório, outra na festa. Não é bem assim. Existem três caminhos, com custos e logística diferentes:
Os caminhos 2 e 3 eliminam um evento inteiro do calendário — a ida ao cartório com a família, o almoço depois, o segundo dia de roupa e deslocamento. Ninguém soma esse evento no orçamento porque ele não tem fornecedor, mas ele existe. Não há resposta certa entre os três; existe uma comparação que quase ninguém faz antes de escolher.
Todo mundo trata o cartório como "quanto antes melhor" — e essa é a única parte do casamento em que se planejar cedo demais também dá errado. A lei estabelece dois prazos:
Na prática: o casal já resolveu buffet, foto e vestido, trata o cartório como formalidade de última hora, e descobre em cima da hora que existe uma janela — que também não pode abrir cedo demais. Fazendo a conta só com a lei (não é estimativa de mercado, é aritmética do próprio artigo): como o certificado vale 90 dias e o edital toma 15, dar entrada na habilitação hoje serve para casar dentro dos próximos ~3 meses. Para uma data mais distante, ainda é cedo — o certificado vai vencer antes.
Se o casamento for religioso com efeitos civis, existem dois relógios de 90 dias diferentes: o da habilitação (a partir da emissão) e o do registro (a partir da cerimônia, não da habilitação — é um erro comum em blog de casamento). Vale confirmar os dois prazos com o cartório antes de fechar a data.
É comum ver blog de casamento publicando "casar no civil custa de R$ X a R$ Y no Brasil". Esse número não é confiável, porque emolumento de cartório é estadual: cada Tribunal de Justiça publica a própria tabela de custas e emolumentos, atualizada todo ano. A tabela é pública — alguns estados, como Alagoas, até mantêm um simulador oficial no site do TJ.
O problema real não é a falta de número — é o casal orçando o cartório por um valor de blog que é de outro estado. A informação que realmente ajuda não é "quanto custa", é onde encontrar o valor certo: a tabela de emolumentos do Tribunal de Justiça do seu estado.